![]() Olharapos |
Todos os dias, das 9 horas da manhã às 2 horas da madrugada, um grupo de seis dúzias de criaturas fantásticas animará o Recinto.
São seres criados à medida das fantasias dos antigos cartógrafos e dos medos de gerações de marinheiros e pescadores.
Nasceram, assim, os olharapos, olharapas e olhapins, criaturas de fantasia, umas com um olho, outros com três, meio-animais, meio-humanos.
Das suas entranhas nascem músicas, bailarinos, cantores ou malabaristas.
Estas esculturas ambulantes foram construídas por uma equipa de peritos ingleses liderada por Kevin Plump e Campbell Bucham, com a colaboração de alunos das Belas-Artes. Foram fabricados na Zona Industrial das Caldas da Rainha, região historicamente ligada ao trabalho do barro. Primeiro recortadas em esferovite e depois cobertas de barro, são montadas numa estrutura metálica e pintadas. As maiores podem atingir os 2m de altura e pesar 17Kg.
![]() Peregrinação |
![]() Peregrinação |
O segundo evento permanente ao longo dos 132 dias da Expo '98 é a Peregrinação.
Trata-se de um desfile realizado ao pôr do Sol por 11 grandes máquinas de peregrinar acompanhadas por 24 irmãos mais pequenos, os peregrinomóveis. Dura hora e meia e termin junto ao Tejo.
Todas estas máquinas são manipuladas e accionadas por equipas de actores e acompanhantes. As máquinas inspiram-se quer em temas tradicionais portugueses, como o ciclista com campainha ou a Nau Catrineta, quer em objectos simbólicos ou, ainda, em mitos da literatura.
![]() Acqua Matrix |
![]() Acqua Matrix |
![]() Acqua Matrix |
O terceiro e último espectáculo que se repete todos os dias é o Acqua Matrix.
Decorre antes da meia-noite na Doca dos Olivais e é um trabalho multimédia associando imagens sonoras e visuais.
Uma ilha-plataforma, torres e outras peças móveis, um insuflável onde são projectadas imagens gigantes, uma máquina de escapar e o próprio Oceanário são os ingredientes de uma fábula que surpreende o público da mesma forma que a electricidade na Exposição de Paris em 1900 e o espectáculo nocturno na Expo '92 em Sevilha fizeram.
O espectáculo foi concebido por Mark Fisher, arquitecto de cena, David Toop, compositor, e Charles Thompson e Alex Marashian, editores da revista Colors. Na sua concretização e desenvolvimento colaborou uma empresa portuguesa de design de espectáculos O Acaso, cabendo a produção à ECA2, uma das maiores empresas mundiais da área da multimédia.
in Guia Oficial da Expo '98, 09-1998 ( adaptado )