| À semelhança dos Teatros S. João e Carlos Alberto, o Rivoli é agora um novo espaço, com modernas infra-estruturas, mas mantendo as características originais. | |
![]() Pormenor de uma entrada |
![]() Pormenor de um baixo relevo |
O Teatro Nacional, palco de acontecimentos literários e político-sociais desde o ano de 1913, ganha centralidade à custa da renovação urbana que cria a Praça D. João I, e em 1926, quando recebe um ecrã, já o nome de Nacional é substituído nos anúncios pelo de Rivoli.
No final da década de 20, o espaço ocupado pelo Nacional é dividido para a construção da filial da Caixa Geral de Depósitos e do Teatro Rivoli de Manuel Pires Fernandes, transformando totalmente a fisionomia da zona.
É em 19 de Janeiro de 1932 que o Rivoli é pomposamente inaugurado, causando grande sensação no meio social da época, com a máxima "Teatro para o grande público".
Seguem-se tempos gloriosos, de programação cultural reputada, com a presença da Companhia Nacional de Teatro, Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, Maria Matos, Vasco Santana, entre outros.
![]() Sala em obras |
![]() Tecto do átrio |
![]() Corredor |
Ainda em 1932 é instalado o Cinema Sonoro, registando-se enchentes sucessivas de público.
Durante as décadas de 40 e 50, o palco do Rivoli, maior do que o dos teatros S. João e Carlos Alberto, e com melhores condições, foi usado para inúmeros espectáculos de bailado e música, muitos deles tendo vindo a Portugal pela mão de Dª Maria Borges, que vivia na casa ao lado e que tinha passagem directa para o teatro.
Ainda nos anos 40, o Rivoli foi melhorado com pavimentos e escadarias de mármore, mobiliário mais confortável na plateia e balcão, instalação de vestiários e montras iluminadas, sala pintada em tonalidades claras, decoração dos bufets, novas poltronas e sofás e um sistema eléctrico de refrigeração em toda a sala.
Nos anos 70, sob a exploração dos distribuidores Castello Lopes, a qualidade da programação decaiu, sendo que a partir de 1974 era constituída somente por filmes pornográficos.
Nos anos 70/80, depois da inviabilização de um projecto imobiliário para o local, o controlo do Rivoli passou para o Banco Português do Atlântico. Em 1989 foi comprado pela Câmara Municipal do Porto por 480.000 contos, e usufruiu de 15.000 contos de obras urgentes de conservação.
A partir de 1991 assiste-se ao renascer do Rivoli, tornado local preveligiado das iniciativas culturais da autarquia e de trabalho para dezenas de organismos e associações.
![]() Grande Auditório (1) |
![]() Grande Auditório (2) |
![]() Hall da entrada |
A Câmara vê aprovado um plano de renovação do Rivoli, constituído pela renovação da sala existênte (Grande Auditório) e dos foyers, pela criação de um moderno auditório (Pequeno Auditório) de 200 lugares sob a actual plateia e pela criação de novos espaços em áreas superiores ao edifício - cafetaria, restaurante, café-concerto, sala de música, sala de ensaios, serviços administrativos e técnicos, e cuja execução estava a cargo do Arqº. Pedro Ramalho.
As obras começaram em finais de 1994, tendo sido lançadas cinco empreitadas e outras de menor dimensão, desde as demolições e estruturas de betão aos equipamentos especiais de palco, ao mobiliário e decoração, comparticipadas em 75% pelo Pronorte.
O novo Rivoli teve inauguração em Outubro de 1997, estando agora orientado pelas seguintes normativas culturais:
À semelhança dos Teatros S. João e Carlos Alberto, o Rivoli é agora um novo espaço, com modernas infra-estruturas, mas mantendo as características originais.
No discurso inaugural de Fernando Gomes, o presidente da Câmara do Porto referiu-se a esta sala para acontecimentos culturais como sendo a sua "jóia da coroa", uma vez que durante anos estas obras foram da responsabilidade da autarquia.
O Ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho considerou ainda que este novo espaço é um excelente trunfo que favorece a candidatura da cidade do Porto a Capital Europeia da Cultura no ano 2001.